segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Cabeça cheia, oficina do Diabo

Quando eu era jovem, pensava.

Pensava que podia mudar o mundo,

ajudar o mendigo 'sujismundo',

que o amor era algo profundo.


Quando eu era jovem, pensava.

pensava que tudo está errado,

que Jesus nos deixou um legado,

que o ser-humano está inacabado.


Então fiquei velho, de corpo e alma.

O corpo não importa, mas a alma preocupa.

As vezes fico triste mas a cerveja acalma.


As vezes quero fazer algo mas vou pra sinuca.

No trabalho ando tão concentrado, estressado,

que nem percebo: cabeça cheia é a oficina do Diabo.


Robson Ribeiro

4 comentários:

  1. Olá Robson,
    É isso... acho que não deviamos permitir que nossa alma envelhecesse. Quanto ao corpo nada podemos fazer. Mas a alma, os desejos, o acreditar nas mudanças não deveriam jamais fenecer dentro de nós. A partir desse momento 'morremos' um pouco a cada dia e buscamos fuga em caminhos sem saida...

    Mais um poema seu que faz pensar e balança com a cabeça da gente.
    Parabéns!

    Beijos
    Patricia

    ResponderExcluir
  2. Ei Robsão fomos exoulsos do pp, aquele síto de merdas. Essa é a terceira vez que me expulsam, estou quebrando recordes... quaiquiaquiaquiaquia
    MarceloPai

    ResponderExcluir
  3. Olá Patricia!

    Fico feliz q tenha gostado! De fato este poema balança com a gente. Eu o escrevi recentemente, mas a idéia existia desde meados de 2008 quando, ao me ver preso numa empresa trabalhando 9 horas por dia, notei q antes da minha força d trabalho algo muito mais valioso me era roubado: minha mente.

    Talvez domar nossa mente (o método mais eficaz para nos domar por completo) seja o principal objetivo por trás desta longa jornada d trabalho q 'eles' nos impõem.

    É uma pena q algumas pessoas, principalmente aquelas que supostamente pensam na vida e amam o próximo (como estas q nos expulsaram do poesiapura.com) estejam tão domadas pelo sistema como a maioria de nós...

    Obrigado novamente!

    ResponderExcluir